DEFESA DESNECESSÁRIA
Está ocorrendo uma das maiores campanhas contra uma equipe de futebol já vista. Para contestar o iminente tetracampeonato
corinthiano, a mídia esportiva cria fatos, deturpa declarações, superdimensiona alguns meros detalhes, enfim, recria uma realidade
para justificar seu ponto de vista pré-concebido. Eu, como estudante de jornalismo, sei que pouco se pode esperar da mídia esportiva nacional, que salvo algumas exceções, pouco pratica os preceitos do bom jornalismo. E também sei, o alcance desta campanha. Como bem explica a hipótese da espiral do silêncio, muitos torcedores de outros times, mesmo que discorde de algumas coisas, acaba aderindo a opinião geral manipulada pelos meios para não ficar isolados.
Mas vamos examinar as acusações. Tudo começa pelo fato do Corinthians ter assinado a polêmica parceria com a MSI. A partir daí, a qualquer resultado que não lhe agradem, logo a mídia usa-se da alternativa mais simplória: acusa de comprar o adversário. Foi assim contra o Cianorte pela Copa do Brasil. Logo após a vitória do time corinthiano (que foi prejudicado pela arbitragem) iniciou-se as insinuações (insinuações baixas, nenhum dos jornalistas afirmar categoricamente) de que o time paranaense havia sido
comprado.
Já no Campeonato Brasileiro veio à tona o esquema de corrupção do arbitro Edílson Pereira de Carvalho. O STJD sob a figura de Luis Zveiter anulou as 11 partidas apitadas por Edílson na competição. Houve muita reclamação, pelo suposto beneficiamento ao
Corinthians, por ter perdido as duas primeiras. Tiveram aqueles que exigiam provas em cada jogo para justificar as anulações, mas
ignoraram todo o trabalho feito pela Polícia Federal, que confirmava o esquema de manipulação dos jogos.
Nas novas partidas o Corinthians somou 4 pontos, ganhos dentro do campo, e não fora dele. O Inter manteve os 3 pontos do jogo
anulado e o Fluminense ganhou 1 a mais... mas para todos os efeitos, a decisão do STJD foi exclusivamente para ajudar o time do
Kia Joorabchian.
E chegamos ao jogo que foi chamado de final antecipada. O Corinthians foi superior, criou inúmeras chances de gol, mas parou no
time gaúcho. Mas tentaram transformar a história do jogo em apenas um lance, o pênalti do Fábio Costa no colorado Tinga. Foi
pênalti, mas longe de merecer o rótulo de "vergonhoso" que tentaram impor. Qualquer um que tenha o mínimo de coerência, sabe
que um lance em um jogo não define um campeonato de pontos corridos, e que erros na arbitragem brasileira são encontrados em
abundância na edição 2005 do Nacional. Tanto Inter quanto Corinthians foram ajudados e prejudicados por arbitragens, e esse é um
problema a ser diminuído e não para servir de justificativa para derrotas.
Para exemplificar basta lembrar da rodada anterior a tal final antecipada. O Inter ganhou do Brasiliense com um gol aos 46 do 2º
tempo com um gol que nasceu de uma jogada irregular, onde havia um claro impedimento. Já o Corinthians não teve um pênalti (tão "vergonhoso" quanto o do Tinga) marcado em cima do atacante Bobô no começo do 2º tempo na derrota para o São Caetano. Mas nem por isso alguém pode dizer que os gaúchos estão sendo beneficiados...
Por fim, a revolta dos adversários depois da informação de que a Ponte Preta iria poupar alguns titulares na partida diante do
Corinthians. Mais uma vez a história da compra e besteiras afins. A história foi desmentida, mas mesmo assim não cessaram as
reclamações. Seguindo essa lógica inconsistente, talvez os corinthianos poderiam reclamar do Fluminense e São Paulo que
enfrentaram o Internacional com times reservas... mas novamente isso não cabe.
Enfim, apesar de todos os esforços para desvalorizar a provável conquista corinthiana, não conseguirão. O time com o melhor
jogador da competição, com o melhor ataque, maior número de vitórias, não será diminuído por argumentos tão inconsistentes. Os
jogadores e a torcida sabem bem das dificuldades que passaram ao longo da competição, e saberão o real valor desta conquista.
Publicado por Lucas Medina às
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